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Destaques

O Laboratório de Apoio a Pesquisas Epidemiológicas em Avaliação do Consumo Alimentar – LACA, coordenado pela professora Dirce Marchioni, oferecerá cursos de curta e média duração sobre a temática Avaliação do Consumo Alimentar destinados a estudantes, profissionais da saúde e pesquisadores.

Maiores informações sobres os cursos podem ser encontradas no site do LACA.

Publicações recentes

Presence of circulating folic acid in plasma and its relations with dietary intake, vitamin B complex concentrations and genetic variants

O artigo foi escrito por Josiane Steluti Regina Mara Fisberg, Dirce Maria Lobo Marchioni do Departamento Nutrição  da Faculdade de Saúde Pública da USP, e Christina Reginaldo, Ligi Paul e Jacob Selhub do  Jean Mayer USDA Human Nutrition Research Center on Aging da Tufts University nos EUA.

Em diversos países, inclusive no Brasil, a fortificação de alimentos com ácido fólico foi adotada como política pública de prevenção e combate à deficiência nutricional da vitamina, motivados principalmente pela redução da incidência dos defeitos do tubo neural. No período pós-fortificação observa-se tanto a evolução positiva do ingestão e nível sérico da vitamina quanto a diminuição da concentração plasmática de homocisteína, e ainda, o aumento do ácido fólico não metabolizado (AFNM), também conhecido como ácido fólico circulante. Não se conhece ainda os efeitos biológicos do AFNM, no entanto, considera-se que o AFNM pode ser um fator relevante nas questões de segurança associadas com alta ingestão de ácido fólico. Assim, o objetivo desse estudo foi investigar as concentrações de ácido fólico não metabolizado e tentar a partir da ingestão dietética, concentrações de vitaminas e interação com as variantes genéticas envolvidas no metabolismo do folato, estimar as concentrações de AFNM. Para esse estudo, coletou-se recordatórios alimentares de 24 horas e amostra de sangue em jejum de 12 horas para análises bioquímicas e moleculares.  Um modelo linear generalizado foi realizado para estimar a concentração de AFNM. Após as análises estatísticas, foi detectada a presença de AFNMem 80,0% da população, com uma concentração mediana de 1,6 nmol/L (IIQ: 0,5-2,9). O aumento das concentrações de AFNM esteve diretamente associado à concentração total de folato (β coeff. 1,03; 95% IC 1,02 a 1,04), idade (β coeff. 1,01; IC95% 1,01 a 1,02), fumante atual (β coeff. 1,51; IC95% 1,16 a 1,97), cor da pele autorreferida (β coeff. 1,83; IC95% 1,51 a2,20), bem como interação entre concentração de folato e polimorfismo de deleção de 19 pares de bases em DHFR (β coeff. 1,02; 95 IC% 1,01 a 1,03) e inversamente associado à vitamina B6 (β coeff. 0,99; IC 95% 0,98 a 0,99).

Este trabalho foi escrito por Andreia Machado Miranda, Josiane Steluti, Marina Maintinguer Norde, Regina Mara Fisberg, Dirce Maria Marchioni do departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Brasil.

INTRODUÇÃO E OBJETIVO: Estudos recentes de associação genômica ampla (GWAS) identificaram polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) associados à pressão arterial elevada (PA). No entanto, o consumo de café interage com as variantes genéticas relacionadas à PA ainda não está claro. Assim, este estudo teve como objetivo investigar se a associação entre o núcleo de risco genético (GRS) e a pressão arterial foi modificada pelo consumo habitual de café. MÉTODOS: Os dados foram da Pesquisa de Saúde de São Paulo, uma pesquisa transversal de base populacional, com 533 participantes com 20 anos ou mais. O consumo de café foi estimado por dois recordatórios alimentares de 24 horas e categorizados em <1, 1 a 3 e> 3 xícaras / dia. A GRS foi calculada com base nos SNPs em GWAS anteriores [ CYP1A1 / CYP1A2(rs2470893, rs2472297); CPLX3 / ULK3 (rs6495122); MTHFR (rs17367504)]. Realizou-se análise de regressão logística múltipla para estimar as associações entre GRS com PA elevada e, ambas, PA elevada sistólica (PAS) e PA diastólica (PAD); e o termo de interação multiplicativa entre o GRS e o consumo de café foram testados por inclusão nos modelos. RESULTADOS: Maior GRS contribuiu de forma independente para maior probabilidade de elevação da PA, PAS e PAD nessa população (OR = 1,85; IC95%  = 1,19–2,87; OR = 2,30; IC95% = 1,32–4,01 e OR = 1,66; IC95% = 1,10-2,51, respectivamente). Além disso, houve efeitos de interação significativos para o consumo de café e GRS na PA alta, PAS e PAD. Indivíduos com maiores alelos de aumento da PA na GRS tiveram uma PA significativamente alta (OR = 5,09; IC95% = 1,32–19,7) e PAS e PAD elevadas (OR = 2,14; IC95% = 1,12–4,11; OR = 3,54 , IC 95% = 1,17-10,75), entre aqueles com alto consumo de café (> 3 xícaras de café / dia). CONCLUSÕES: O consumo de café pode interagir com a predisposição genética em relação à PA. Assim, o GRS para BP alto é modificado pelo consumo de café. Indivíduos com maior GRS parecem ter PA elevada associada a maior consumo de café, destacando a importância particular de reduzir a ingestão de café em indivíduos geneticamente predispostos a esse fator de risco para doença cardiovascular.

Dietary intake of non-dialysis chronic kidney disease patients: the PROGREDIR study. A cross-sectional study.

Este trabalho foi escrito por Alisson Diego Machado, Fernanda Silva Nogueira dos Anjos, Maria Alice Muniz Domingos, Maria del Carmen Bisi Molina, Dirce Maria Lobo Marchioni, Isabela Judith Martins Benseñor e Silvia Maria de Oliveira Titan da Universidade de São Paulo, Brasil e  Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil.

INTRODUÇÃO: Apesar das evidências de que a dieta é muito importante em relação à progressão da doença renal crônica (DRC), os estudos neste campo são escassos e focalizaram apenas alguns nutrientes específicos. Foram avaliados os consumos de energia, macronutrientes e micronutrientes e padrões alimentares de participantes com DRC não dialisados no estudo PROGREDIR. PROJETO E LOCAL: Estudo transversal; Coorte, São Paulo, Brasil. MÉTODOS: Dados de linha de base em 454 participantes do estudo PROGREDIR foram analisados. A ingestão dietética foi avaliada através de um questionário de frequência alimentar. Os padrões alimentares foram derivados através da análise de componentes principais. As ingestões de energia e proteína foram comparadas com as recomendações da National Kidney Foundation. A análise de regressão linear foi realizada entre a ingestão de energia e nutrientes e a taxa de filtração glomerular estimada e entre variáveis sociodemográficas e clínicas e padrões alimentares. RESULTADOS: A mediana de energia e as ingestões de proteína foram de 25,0 kcal / kg e 1,1 g / kg, respectivamente. Na regressão linear, a ingestão de proteína (β = -3,67; P = 0,07) foi relacionada à taxa de filtração glomerular estimada. Três padrões alimentares (lanche, misto e tradicional) foram mantidos. O padrão de lanches esteve diretamente associado ao sexo masculino (β = 0,27; p = 0,006) e inversamente ao diabetes (β = -0,23; p = 0,02). O padrão tradicional esteve diretamente associado ao gênero masculino (β = 0,27; P = 0,007) e escolaridade (β = 0,40; P <0,001) e inversamente com a idade (β = -0,01; P = 0,001) e hipertensão (β = -0,34). P = 0,05). CONCLUSÕES:  Identificamos baixa ingestão de energia e alta proteína nessa população. A ingestão de proteína foi inversamente relacionada à taxa de filtração glomerular estimada. Padrões alimentares foram associados com idade, sexo, nível de escolaridade, hipertensão e diabetes.

À que viemos

QUEM SOMOS?

Somos um grupo de pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) que estuda as relações entre o consumo alimentar e a saúde humana, a partir de abordagens e métodos inovadores, preocupados em contribuir com a ciência de forma ética e crítica.

NOSSA MOTIVAÇÃO

Estamos interessados em investigar o efeito de nutrientes, compostos bioativos, alimentos e padrões de alimentação na saúde em todos os ciclos da vida. Procuramos compreender estas relações por meio do desenvolvimento e da participação em estudos epidemiológicos com delineamentos e desfechos diversos. Pensamos em, dessa forma, colaborar com a produção e divulgação de evidências científicas para a comunidade acadêmica, sociedade civil e governamental. Neste processo, formamos pessoas na área técnica e acadêmica, com pensamento crítico, valores éticos e humanos.

O QUE FAZEMOS?

Buscamos identificar lacunas no conhecimento dos efeitos da alimentação na saúde e desenvolver e aplicar conceitos, métodos e técnicas para o delineamento, coleta, análise e divulgação de dados.

– Alimentação: focamos os estudos em nutrientes, compostos bioativos, alimentos ou grupos de alimentos e padrões da alimentação.

– Saúde: estudamos os eventos e efeitos metabólicos relacionados ao ciclo da vida e DCNT associadas à alimentação.

ONDE ATUAMOS?

  1.  Epidemiologia Nutricional

  2.  Epidemiologia Molecular

  3. Genômica nutricional

  4. Métodos estatísticos

  5. Métodos para análise de padrões da alimentação

  6. Extensão Universitária

Valores

ÉTICA

Significa aquilo que pertence ao “bom costume”, “costume superior” ou “portador de caráter”. ÉTICA é a parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especificamente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. O GEIAS mantém um conjunto de regras e preceitos valorativos e morais que não se alteram, independentemente do contexto.

 

EDUCAÇÃO

Pode ser vista como compartilhamento de conhecimento, de informação; instrução. Seguindo os pensamentos de Jean Piaget, o GEIAS acredita que a principal meta da educação seja criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. Além disso, formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe é uma meta constante.

 

COMPROMETIMENTO

O GEIAS cumpre com os compromissos realizados, se utilizando das regras estabelecidas e preceitos a fim de alcançar a exatidão do ato ou ação à que se propôs.

 

EVIDÊNCIA CIENTÍFICA

É o conjunto de elementos utilizados para suportar a confirmação ou a negação de uma determinada teoria ou hipótese científica. O GEIAS sempre se baseia na literatura científica para compor suas pesquisas.

 

AUDÁCIA

O GEIAS é um grupo caracterizado pela AUDÁCIA, tendência que dirige e incita o indivíduo a realizar ações difíceis, desprezando obstáculos. Qualidade de quem se caracteriza pela inovação e arrojo.

 

COLABORAÇÃO

O termo COLABORAÇÃO remete à ideia de uma atividade realizada de forma cooperativa entre dois ou mais indivíduos. Cooperação, ajuda, auxílio estão obrigatoriamente presentes nas práticas de trabalho do GEIAS.

 

ENTUSIASMO

Pode ser entendido como um estado de grande arrebatamento e alegria. Uma pessoa entusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, transmitindo confiança aos demais. O GEIAS é otimista, possui senso de humor e é capaz de aceitar ou discutir, de forma descontraída, diferentes situações.

 

RESILIÊNCIA

Pode ser entendida como a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar frente às adversidades ou mudanças. Como em pesquisa não são poucas as vezes que nos deparamos com essas situações, o GEIAS desenvolveu essa habilidade.