Falando sobre sífilis

O Ministério da Saúde admitiu recentemente que o Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis. Entre o meio do ano de 2010 e 2016 foram notificados por volta de 230 mil casos novos da doença, segundo o último boletim epidemiológico do ministério.

Não é a primeira vez que nos deparamos com a doença, antigamente os índices eram enormes, mas com a descoberta da penicilina (droga utilizada para o tratamento) e a disseminação dos métodos de prevenção os números caíram quase que verticalmente. O tempo foi passando e novas doenças foram descobertas, aparentemente, a sífilis foi deixada de lado por se tornar uma doença “simples” e com tratamento com um custo relativamente baixo. No Brasil o medicamento oferecido pelo Estado (Doxiciclina), custa entre 21 a 28 reais que é o teto referência de preço por entes da Administração Pública.

Se analisarmos a situação do município de São Paulo os dados mostram a progressão da doença. Neste aspecto vale a reflexão de alguns pontos: o aumento nos indicadores da doença está relacionado aos avanços tecnológicos que contribuem para a integração dos sistemas de notificação; uma melhor coleta de dados e a facilidade de realização de diagnósticos para a doença. Os casos de sífilis congênita (transmissão da mãe grávida para o bebê) também cresceram neste período.

Nos dias atuais, com a perspectiva de congelamento do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), as doenças que necessitam um fluxo continuo de investimentos (DST’s e outras) acabam sendo prejudicadas, pela falta de investimento e pela falta de melhorias nas políticas públicas voltadas para a prevenção destas doenças.

A prevenção é um dos métodos mais eficazes para evitar os agravos da doença, contribuindo para a melhora da saúde do paciente, diminuindo assim os índices de transmissão. Deve ser considerado ainda que as medidas de prevenção dispõem de meios em que o paciente possa se tornar um multiplicador da informação e assim conscientizar outras pessoas sobre os riscos da doença e o que deve ser feito para evita-la. No caso da sífilis a prevenção é por meio do uso de preservativos durante as relações sexuais, mesmo sendo com um parceiro de muito tempo, pois ela é o método mais seguro para prevenir não só a sífilis, como outras doenças sexualmente transmissíveis.

Se o paciente aderir ao tratamento correto, logo nos primeiros estágios a sífilis pode ser tratada com uma única injeção intramuscular de penicilina, isso para quem tem a sífilis há menos de um ano. Após esse período são necessárias algumas doses adicionais. Para pessoas alérgicas à penicilina há outros antibióticos disponíveis.

Lembramos que esse é apenas um artigo informativo, procure uma unidade básica de saúde ao menor sinal de qualquer doença, seja a sífilis ou não.

Para mais informações sobre a sífilis, assista nosso vídeo.

Links Utilizados para pesquisa
http://www.aids.gov.br/pagina/sifilis
http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5270:opasoms-fortalecera-apoio-ao-brasil-no-combate-a-sifilis&Itemid=816
http://indicadoressifilis.aids.gov.br/
http://portal.anvisa.gov.br/listas-de-precos
http://www.aids.gov.br/publicacao/2016/boletim-epidemiologico-de-sifilis
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37748006

 

4 comentários em “Falando sobre sífilis

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    16 de novembro de 2016 em 17:13
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    Depois do Halloween que não teve nenhuma informação relevante, a equipe superou minha expectativa com esse Post. Estão de Parabéns!! É isso que deve ser objeto de estudo na proposta deste projeto. O vídeo ficou excelente! Não vou nem cobrar a resposta do post anterior, que por sinal sumiu do site.
    Caso tenham alguma duvida essa imagem pode esclarecer.
    https://drive.google.com/file/d/0ByzRNrZMWQqWMjhWU2xWYldlYTA/view

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      21 de novembro de 2016 em 22:12
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      Agradecemos, Adriano!
      O post indicado em seu comentário foi respondido, porém teve-se a necessidade de deletar a matéria sobre Halloween por motivos que lhe diremos a seguir, uma cópia da resposta:

      “Olá, Adriano Como vai?
      Bom, primeiramente, agradecemos seu comentário! Nosso projeito ainda é muito recente e está no processo de formação. Estamos sujeito a erros a todo momento, o que é bom para nosso aprendizado e para a perpetuação desse projeto. Acreditamos que a saúde vai muito além do âmbito biológico e, está relacionada com tudo o que cerca o cidadão, sendo questões psicosociais, cultura e lazer, política, etc. Ao longo do tempo, traremos conteúdos que abordem todos esses aspectos. Sendo assim, procuramos proporcionar uma relação de interação social com o nosso público. Essa postagem em especial era somente uma interação para as redes sociais no caso do facebook, no entanto, houve um erro publicação e ela apareceu em nosso site. Mesmo assim, gostaríamos de deixar claro que estamos levando em consideração seu comentário para a formulação de novos conteúdos. Vale lembrar, que por sermos estudantes de uma universidade pública, esse projeto não é somente nosso, é de toda a população, por isso, esse feedback do público é de extrema importância para o melhor aproveitamento da Rádio Web Saúde USP.
      Obrigado!”

      O post foi deletado uma semana após a postagem desta resposta em seu comentário, para justamente deixá-lo ciente que nos preocupamos com nossos leitores e para você ter a oportunidade de lê-lo.

      Esperamos que tenhamos sido claros quanto ao mal entendido e novamente agradecemos.

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    16 de novembro de 2016 em 22:26
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    É interessante o assunto sobre a sifilis tendo em nota o fato de que apenas se fala sobre a AIDS nos ambientes públicos. Não apenas é um diferencial a ponto de especificar uma doença não muito comentada como além disso apresenta a doença ainda presente no cotidiano do brasileiro. O apresentador também fala de maneira simples e direta, sem “adocicar” as palavras. Parabéns.

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      21 de novembro de 2016 em 21:55
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      Muito obrigado pela participação, Peter!

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