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Apresentação

Administração

Chefe:
Profa. Angela Maria Belloni Cuenca

Vice-Chefe:
Prof. Ivan França Junior

Funcionários:
Carmen de Almeida Castelani – Secretária

Telefones: (11) 3061-7703 / 3061-7827
E-mails: hcv@fsp.usp.br

Endereço:
Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
Avenida Doutor Arnaldo, 715 – 2º andar – sala 203
São Paulo – SP – CEP: 01246-904

Histórico

No início dos anos 1970 os cursos de higiene materna e da criança respondiam por uma parte importante da demanda de ensino na FSP. No Centro de Saúde-Escola Geraldo Horácio de Paula Souza (CSEGPS) a atenção à mãe e à criança representavam a maioria do atendimento.  A importância do tema e a perspectiva da institucionalização da produção de conhecimento, do ensino e de extensão à comunidade, levaram os professores responsáveis pela área na Faculdade a postular um departamento específico. Em ofício enviado em 1975 ao reitor da USP, o professor Cyro Ciari Junior, solicitou a criação do Departamento de Saúde Materno-infantil, pontuando “enfoque novo, não encontrado, como ainda não se encontra, em outros organismos da USP, e mesmo em outras universidades localizadas nesse Estado e mesmo no Brasil”.

Desse modo, já em 1977, a despeito do nome figurar como Saúde Materno-Infantil, o departamento se organizou em torno das seguintes subáreas específicas: binômio mãe-criança, saúde da criança, saúde da mulher e saúde do adolescente, como atestam as disciplinas em nível da graduação, especialização e pós-graduação, além de cursos de especialização específicos ministrados a partir dos anos 1980.

Desde então, novos estudos vêm sendo agregados à área como o aborto, a contracepção e a saúde integral das mulheres, notadamente a partir de novas ações oficiais, como o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (Paism), de 1984. Movimento similar deu-se no âmbito da saúde da criança e do adolescente, com a implantação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (Paisc), também de 1984, e do Programa Saúde do Adolescente (Prosad), de 1989, como importantes atividades de implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses programas foram incorporados como áreas relevantes, ao lado da materno-infantil propriamente dita, para investigações e ensino, além da prestação de serviços. Isso porque nelas a questão das chamadas ações integradas de saúde (AIS), assim como as de referência e contrarreferências, ao lado da universalidade, ganhavam expressão como norteadoras de uma reforma sanitária que avançava na direção da consolidação do SUS como grande conquista nacional.

Posteriormente, sobretudo a partir da década de 1990, as questões de gênero, masculinidade, identidade sexual, violência doméstica, paternidade, divisão social dos cuidados, climatério, populações de rua, saúde reprodutiva, sexualidades, transmissão sexual e vertical do HIV e implicações psicossociais da aids, da saúde mental infanto-juvenil e de seus equipamentos públicos, foram adicionadas aos objetos já expandidos de mães e bebês.

Dessa forma, a denominação “saúde materno-infantil” passou a não mais retratar a realidade do departamento, cujas atividades de ensino e pesquisa se configuravam mais amplas do que o nome que as contemplava. À medida que se tornava permeável e receptivo a essas temáticas emergentes, agregava profissionais de diversos horizontes, incluindo a temática da informação para a sociedade, a comunicação em saúde, a questão da inter e da transdisciplinaridade como novas propostas de produção de conhecimento, promovendo uma maior interlocução entre as áreas social, humana e natural da ciência. Tal interlocução se deu não somente entre membros da equipe departamental, mas com pesquisadores e profissionais de outros departamentos da FSP e de outras instituições.

Coerentemente, no Plano de Metas do Departamento de 2012 foi proposta a mudança de seu nome para Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade, o que se concretizou em 2016. Não se tratou de uma modificação apenas nominal, mas sim resultado de um movimento decorrente do adicionamento de novos temas, projetos e perspectivas à atuação departamental, reconhecendo e imprimindo-lhe novas características institucionais.

 

Missão

Produzir e disseminar conhecimentos inovadores e formar pessoas com ênfase em saúde da mulher, da criança e do jovem, gênero e sexualidades, na perspectiva dos ciclos de vida, por meio de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a formulação de políticas públicas e para a promoção da saúde e dos direitos humanos.

Visão

Ser um departamento de referência nacional e internacional na produção e no ensino de conhecimento inovador e interdisciplinar em saúde e ciclos de vida, com ênfase em mulheres, crianças e jovens, gênero e sexualidades