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As “berries”, como ficaram conhecidas no Brasil, se tornaram os novos “alimentos milagrosos” e “aliados do emagrecimento” através de mídia de massa e sem base científica consistente.

O blueberry, também conhecido como mirtilo, é uma fruta nativa da América do Norte. Tem cor roxa-azulada escura e pode ser consumida in natura ou em forma de suco. Já o goji berry, é originário da China, onde é consumido como alimento ou planta medicinal, apresenta coloração vermelha e é comercializado no Brasil na forma desidratada.

Estudos realizados com o Blueberry mostraram que seu consumo tem efeitos positivos na manutenção da função circulatória, diminuição de sintomas de depressão e melhora da memória. Houve ainda estudos que demonstraram uma importante função antioxidante, e melhora na sensibilidade à insulina em diabéticos. Apesar disso, ainda não existem estudos avaliando os efeitos do consumo de Blueberry a longo prazo e nem associando seu consumo ao emagrecimento, e a quantidade necessária para se obter benefícios ainda não está bem estabelecida. Os polifenóis e antocianinas presentes nessa fruta podem ser encontrados em outras mais comumente consumidas no Brasil como a uva, morango, jabuticaba, açaí, amora, etc..

Quanto ao Goji berry, estudos feitos com animais demonstraram melhora no perfil de gorduras, e um estudo realizado em humanos demonstrou aumento de elementos antioxidantes no sangue. Apesar disso, os estudos NÃO fizeram nenhuma associação do consumo dessa fruta com emagrecimento.

As “berries” são frutas saudáveis, assim como todas as demais. Porém, não necessariamente tem efeitos de emagrecimento. Além disso, não fazem parte da cultura alimentar brasileira e são de alto custo devido a necessidade de importação. Uma alimentação adequada, saudável e sustentável deve respeitar os hábitos alimentares da população local e ser economicamente viável, por isso o melhor é consumir frutas regionais e da época (são mais baratas e também tem benefício ambiental, pois utilizam menos fertilizantes químicos/agrotóxicos para sua produção).

Use e abuse das frutas comumente consumidas no Brasil, elas fazem parte de uma alimentação saudável e sustentável!

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FONTES: a fonte utilizada está no post. Os estudos citados por essa fonte foram:

•Blueberry
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentos regionais brasileiros. 2. ed. Brasília, 2015. 484 p.

GUSTAFSON, S. J. et al. A nonpolar blueberry fraction blunts NADPH oxidase activation in neuronal cells exposed to tumor necrosis factor-α. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, v. 2012, páginas, 2012.

KRIKORIAN, R. et al. Blueberry supplementation improves memory in older adults. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 58, n. 7, p. 3996-4000, 2010.

LUTZ, M.; JORQUERA, K.; CANCINO, B. et al. Phenolics and antioxidant capacity of table Grape (Vitis vinifera L.) cultivars grown in Chile. Journal of Food Science, v. 76, n. 7, p. 1088-1893, 2011.

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RODRIGUEZ-MATEOS, A. et al. Intake and time dependence of blueberry flavonoid-induced improvements in vascular function: a randomized, controlled, double-blind, crossover intervention study with mechanistic insights into biological activity. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 98, n. 5, p. 1179-1191, 2013.

STULL, A. J. et al. Bioactives in blueberries improve insulin sensitivity in obese, insulin-resistant men and women. Journal of Nutrition, v. 140. n. 10, p. 1764-1768, 2010.

•Goji Berry
AMAGASE, H.; SUN, B.; BOREK, C. Lycium barbarum (goji) juice improves in vivo antioxidant biomarkers in serum of healthy adults. Nutrition Research, v. 29, n. 1, p. 19-25, 2009. 145

Ministério da Saúde / Universidade Federal de Minas Gerais POTTERAT, O. Goji (Lycium barbarum and L. chinense): Phytochemistry, pharmacology and safety in the perspective of traditional uses and recent popularity. Planta Med, v. 76, n. 1, p. 7-19, 2010.

RIVERA, C. A.; FERRO, C. L.; BURSUA, A. J. et al. Probable interaction between Lycium barbarum (Goji) and warfarin. Pharmacotherapy, volume, número, páginas, 2012.

ULBRICHT, C. et al. An evidence-based systematic review of Acai (Euterpe oleracea) by the natural standard research collaboration. Journal of Dietary Supplements, v. 9, n. 2, p. 128-147, 2012

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