Compartilhamos nossos estudos e descobertas para engajar a sociedade e promover a conscientização sobre o direito humano à segurança alimentar no Brasil.
As pesquisadoras Cláudia Bógus e Adriana Adel, do Eixo Saúde e Nutrição do INCT Combate à Fome são entrevistadas sobre sistemas alimentares mais sustentáveis, justos e saudáveis nas metrópoles brasileiras. Revista Ciência & Cultura (SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)
No Diversidade em Ciência, Ricardo Alexino Ferreira entrevista Patrícia Horta e Renata Lopes de Siqueira. Patrícia Horta é doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP, atuando em Publicidade e Educomunicação. Renata Siqueira é doutora em Ciências da Nutrição, pela Universidade Federal de Viçosa. As duas são pesquisadoras do INCT Combate à fome/CNPq, no Eixo Comunicação. Patrícia e Renata também são professoras da Universidade Federal do Sergipe e trabalham com os Quilombos da região.
O que está por trás das nossas escolhas alimentares? E como elas afetam a saúde, a cultura e as políticas públicas no Brasil? No segundo episódio da série “Comida” do podcast Conexões Inerentes, a nutricionista e pesquisadora Semíramis Domene, coordenadora do Eixo Saúde e Nutrição do INCT Combate à Fome, traz reflexões essenciais sobre os dilemas contemporâneos da alimentação. Neste episódio, Semíramis discute os impactos dos modismos alimentares, a importância da comida como expressão cultural e o que é preciso mudar, individual e coletivamente, para transformar o sistema alimentar brasileiro em um modelo mais justo e nutritivo.
A professora Adriana Salay, historiadora da USP e pesquisadora do INCT Combate à Fome, participou do podcast Café da Manhã para discutir um tema urgente: o impacto da inflação alimentar na rotina dos brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, 58% dos brasileiros reduziram a quantidade de alimentos comprados nos últimos meses. Entre os mais pobres, esse número sobe para 67%. Em resposta à alta de preços, a substituição de produtos se intensificou: metade dos entrevistados afirmou ter trocado até mesmo marcas tradicionais de itens como o café. A mudança de hábitos alimentares provocada pela carestia tem levado ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e, muitas vezes, de qualidade inferior, fenômeno que expõe a população mais vulnerável a uma alimentação cada vez menos nutritiva. Na entrevista, Adriana Salay analisa como essas escolhas alimentares estão diretamente relacionadas à desigualdade estrutural, ao poder de compra e à forma como o Estado atua — ou se omite — no enfrentamento da fome e da insegurança alimentar.
Segundo Dirce Marchioni, desigualdades estruturais e dependência em sistemas agroalimentares intensificam a insegurança alimentar.