O segundo semestre se inicia com desafios renovados nos territórios em disputa da ordem, consequência dos programas inadequados ou insuficientes de governança que não chegam a se concretizar em políticas de Estado, programas de curto alcance que não atendem as principais demandas populares, e não enxergam os problemas estruturais das formações globais na América Latina (essencialmente patrimonialistas e capitalistas). Talvez, de outro modo, os governos instituídos no âmbito municipal tendam a convergir para uma compreensão da estrutura patrimonial e capitalista, buscando alinhamento com o capitalismo da violência e fazendo do desenvolvimento recente de um Estado de direito no país um espaço de disputa pela representação tecnocrata das desigualdades e dos projetos de democracia que reverberam, latentes, em cada esquina de uma cidade brasileira.
EXIGIMOS INTERRUPÇÃO IMEDIATA DE TODA FORMA DE VIOLÊNCIA CONTRA O POVO
nos protocolos de segurança e administração pública no Estado de São Paulo e em todo o Brasil.
EXIGIMOS INTERVENÇÃO EFETIVA DOS PODERES INSTITUÍDOS NA TRANSFORMAÇÃO DAS TRAJETÓRIAS COLETIVAS EM RISCO DE VULNERABILIDADE E RISCO RESIDENCIAL, EM CICLO DE CERCAMENTO E PRECARIZAÇÃO:
RUA / CALÇADA – CÁRCERE – INTERNAÇÃO – ABRIGO – PENSÃO —
como destino de mobilidade e circulação do corpo racial, em processos contemporâneos de cercamento.
Estamos vigilantes, pela ampliação da cultura de direitos humanos e garantia do direito comum à população SDF – sem domicílio fixo, vivendo em situação de rua.
www.change.org/casafranciscana
NARUA, para além de sua designação como Núcleo de Antropologia, exprime também o sentido íntimo, ético e estético de utopia: NÚCLEO DE ASPIRAÇÕES NARUA.
Aspiramos pelo dia em que seja comum, em São Paulo e no Brasil, que esteja disponível ao povo PÃO, JUSTIÇA E LIBERDADE.
Diego Madi Dias
Alessandra Garcia Nogueira Lúcio
NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA NARUA DA FSP/USP