A discussão sobre alimentação saudável vai muito além de preferências individuais — ela envolve ciência, políticas públicas e uma disputa de narrativas. No artigo Dar nome às coisas: o problema são os ultraprocessados , não os “industrializados” , publicado neste 25 de julho no Nexo Jornal, a professora Patricia Jaime, coordenadora científica do Nupens/USP, alerta para os riscos de tratar “ultraprocessados” como sinônimo de “alimentos industrializados”.

Segundo a pesquisadora, essa confusão, alimentada por interesses comerciais e pela difusão de desinformação, obscurece o verdadeiro problema: a lógica produtiva e comercial dos ultraprocessados, produtos cujo consumo regular está associado a mais de 30 doenças e agravos à saúde, como obesidade, diabetes tipo 2 e câncer.

No texto, Patricia explica que nem todo processamento é prejudicial — técnicas como fermentação, congelamento e pasteurização contribuem para a preservação de nutrientes e a segurança alimentar. O que está em questão é um modelo de produção e comercialização que favorece produtos com alto teor de açúcar, gordura e aditivos, em detrimento de alimentos frescos e minimamente processados.

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