Comida é memória, afeto e identidade

A cozinha surgiu a partir do momento que o ser humano dominou o fogo e passou a cozinhar o seu alimento.🥣🔥
Essa modificação do cru ao cozido descreve uma mudança no ato de se alimentar, deixando de ser apenas uma condição biológica para se tornar também um ato social, e que também envolve a comensalidade.

O comportamento alimentar é moldado a partir do lugar onde crescemos e das pessoas com quem convivemos. Sendo assim, a maneira como nos alimentamos revela constantemente a cultura em que estamos inseridos. Essa carga cultural é carregada para o resto da vida, e mesmo que não se manifeste diariamente nas escolhas alimentares, é frequentemente resgatada por meio da memória afetiva.

Por esse motivo, lembrar do tradicional almoço de domingo nos remete a momentos especiais; apenas pensar em uma receita pode nos transportar à infância; e montar um prato com alguns alimentos, como farofa, couve, feijão tropeiro ou frango com quiabo já nos dá algumas pistas da região típica daquele prato.

Então comenta aqui, qual foi a primeira memória que te veio à mente enquanto lia esse post?😉

Por Caroline Pires (@carolpires9) e Alana Kluczkosvki (@alanaklucz)
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Referências Bibliográficas:

  • COMIDA E ANTROPOLOGIA – Uma breve revisão, Sidney W. Mintz – RBCS Vol. 16 nº 47 outubro/2001
  • Alimentação, comida e cultura: o exercício da comensalidade – Food and culture: the exercise of commensality – Romilda de Souza Lima, José Ambrósio Ferreira Neto, Rita de Cássia Pereira Farias – DOI: 10.12957/demetra.2015.16072
  • ALIMENTAÇÃO E COMENSALIDADE: ASPECTOS HISTÓRICOS E ANTROPOLÓGICOS – Sueli Aparecida Moreira
  • CULTURA E ALIMENTAÇÃO OU O QUE TÊM A VER OS MACAQUINHOS DE KOSHIMA COM BRILLAT-SAVARIN? Maria Eunice Maciel, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil