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Cristiane da Silva Cabral

2022 – Atual

Em tempos de COVID-19: iniciação sexual, socialização e exposição ao risco de jovens de escolas públicas de ensino médio

Descrição: Em tempos de COVID-19 e das necessárias práticas de autocuidado, de distanciamento e cuidado com os outros, interações e práticas sociais de adolescentes e jovens os tem colocado em risco de infecção pelo SARS-CoV2 e podem expor ao risco de infecção e adoecimento por COVID-19 outras pessoas nas casas e comunidades onde vivem, trabalham e estudam. O UN Research Roadmap for the COVID-19 Recovery define adolescentes como grupo prioritário a ser abordado. A sociabilidade juvenil na pandemia tem sido tema pouco explorado em pesquisas sobre as respostas sociais e programáticas à pandemia. Convidando para entrevistas uma amostra de jovens de 16-19 anos, estudantes de escolas públicas de ensino médio que vivem em territórios de maior vulnerabilidade social na cidade de São Paulo, visamos qualificar serviços de atenção à saúde dos adolescentes e jovens e os projetos de prevenção integral em curso, investigando como as desigualdades socioeconômicas e de gênero exacerbadas pela pandemia marcam a iniciação sexual e a dinâmica das interações sociais e sexuais, com impacto na prevenção ao SARS-CoV-2. Urge superar o silêncio sobre sexualidade juvenil na pandemia para poder articular a prevenção da gravidez imprevista, das IST/Aids e da violência no contexto prolongado da epidemia com a necessidade de manter o distanciamento físico e uso de máscaras por longo tempo. Ademais, esse estudo pretende superar dificuldades metodológicas enfrentadas nos projetos em andamento, especialmente quando abordam sexo na pandemia, produzindo evidências que, na mesma direção do Roadmap, realçam a potência das abordagens baseadas em direitos humanos e consideram necessária a diminuição da desigualdade enquanto se promove saúde. Estudantes de ensino médio podem ser preciosos “interlocutores-pesquisadores” sobre processos sociais e psicossociais marcados e modificados definitivamente pela dinâmica da epidemia local, que terá efeitos de longa duração. O projeto contribuirá para a construção de políticas de prevenção integral nas escolas a partir da perspectiva juvenil, tanto no contexto de epidemia de COVID-19 não controlada como no caminho da recuperação (recovery), sem perder de vista os determinantes sociais do processo saúde-doença..

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Coordenador / Michel Bozon – Integrante / Laura Ferguson – Integrante / Vera Silvia F. Paiva – Integrante / GRUSKIN, SOFIA – Integrante / Júlio Simões – Integrante / Marcelo Jardim dos Santos – Integrante / Gabriela Marise de Oliveira Bonifácio – Integrante / Antonio Cerdeira Pilão – Integrante.

 

2020 – Atual

MILLENNIALS – SOCIABILIDADE JUVENIL, PRÁTICAS SEXUAIS E PROTEÇÃO À SAÚDE: DESAFIOS PARA A PREVENÇÃO DO HIV/AIDS EM JOVENS DA ERA DIGITAL

Descrição: A proposta deste estudo é compreender, após quase quatro décadas da eclosão da epidemia de HIV/Aids, como se dão as formas de sociabilidade juvenil no atual cenário das relações mediadas pelas redes sociais e como elas se associam a momentos de vulnerabilidade dos jovens de 16 a 24 anos em relação à possível infecção por HIV e outras ISTs. Este é o cenário mais amplo que enquadra concepções, atitudes, práticas e representações no que tange à percepção de risco de infecção por HIV e outras ISTs e, portanto, às possíveis estratégias e comportamentos de prevenção para os eventos decorrentes do exercício da sexualidade. Trata-se de um estudo socioantropológico, multicêntrico e de cariz qualitativo, com realização de 200 entrevistas em profundidade, junto a mulheres e homens, com idade entre 16 e 24 anos, e observações etnográficas em espaços de sociabilidade juvenil. Serão abordados moças e rapazes de distintas inserções sociais e moradores de diferentes regiões do país, compondo um conjunto de jovens social e cuturalmente diversidicado, em termos étnico-raciais, de classe social, com práticas sexuais diversas, em territórios urbanos e do interior do país que possuem marcas distintas e acesso diferencial às tecnologias digitais, serviços de saúde e educação. Esse universo empírico permitirá a compreensão das lógicas subjacentes à adoção (ou não) de práticas de prevenção à saúde em determinados contextos, bem como a construção de evidências científicas capazes de subsidiar o delineamento de políticas públicas e ações/estratégias de prevenção que sejam, de fato, sensíveis e eficazes para segmentos populacionais específicos..

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Coordenador / Elaine Reis Brandão – Integrante / Daniela Riva Knauth – Integrante / Ana Paula Reis – Integrante / Flávia Pilecco – Integrante / José Miguel Nieto Olivar – Integrante.

 

2020 – Atual

PANDEMIA COVID-19 E OS/AS ADOLESCENTES: DESAFIOS ENFRENTADOS A PARTIR DAS MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO FÍSICO-SOCIAL

 

Descrição: Os adolescentes que vivem em comunidades marginalizadas são vulneráveis à pandemia do COVID-19 em várias dimensões. O entendimento atual sobre como esses riscos são sentidos e enfrentados por adolescentes de diferentes contextos (sociais e nacionais) é limitado. Em projeto multicêntrico internacional (consórcio Global Early Adolescent Study, coordenado por pesquisadores da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, EUA), objetivamos compreender as implicações da pandemia de Covid-19 nas trajetórias sociais e de saúde de adolescentes. Especificamente, buscamos compreender as experiências de distanciamento físico-social das/os adolescentes; identificar as barreiras subjetivas, comunitárias e estruturais ao distanciamento físico-social; analisar os efeitos individuais, relacionais, familiares e sociais do Covid-19, a partir da percepção das/os adolescentes. Para tanto, serão conduzidos quatro grupos focais com adolescentes, repetidos em um intervalo de três meses, ao longo de 1 ano de investigação, totalizando 16 sessões. Os resultados serão analisados de forma intercultural, considerando outros países participantes do consórcio. Materiais e eventos divulgarão os resultados para as comunidades envolvidas na pesquisa e manuscritos serão submetidos a revistas de circulação internacional.

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Coordenador / Ana Luiza Vilela Borges – Integrante / Ivan França Junior – Integrante / Jamile Guimaraes – Integrante / Amanda Teixeira – Integrante / Nicolas Kimura – Integrante.

 

2019 – Atual

Juventude, sexualidade e reprodução: um estudo sobre mudanças e permanências nas trajetórias sexuais e reprodutivas de jovens brasileiros no cenário de relações sociais mediadas pelas redes sociais

 

Descrição: O projeto tem por objetivo compreender os primeiros eventos sexuais e reprodutivos (iniciação sexual, primeira gravidez, primeiro relacionamento estável), bem como seus contextos e respectivos desdobramentos, para as trajetórias biográficas de moças e rapazes. Trata-se de um estudo multicêntrico, interdisciplinar, proposto na interface entre os campos da saúde coletiva, da antropologia e da demografia, e que comporta uma importante dimensão temporal comparativa aos estudos sobre juventude do início dos anos 2000, e considerando o contexto atual marcado pela novidade das relações sociais mediadas pelas redes sociais. Apresentamos neste projeto o componente qualitativo da pesquisa, tendo em vista a necessidade urgente de atualizar o debate sobre juventude, sexualidade e reprodução, analisando as mudanças que ocorreram neste cenário das relações sociais e suas consequências para trajetórias afetivo-sexuais e reprodutivas de jovens ambos os sexos, produzindo assim subsídios para a produção do componente quantitativo através da proposição de um novo survey populacional..

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Coordenador / Maria Luiza Heilborn – Integrante / Michel Bozon – Integrante / Daniela Knauth – Integrante / Estela Aquino – Integrante / Elaine Reis Brandão – Integrante / Ivan França Junior – Integrante / Maria da Conceição Chagas de Almeida – Integrante / Ana Paula Reis – Integrante / Flávia Pilecco – Integrante / José Miguel Nieto Olivar – Integrante.

 

2019 – Atual

Global Early Adolescent Study (GEAS): estudo das normas e comportamentos de gênero entre adolescentes muito jovens no Brasil

 

Descrição: Lançado em 2014, o Global Early Adolescent Study (GEAS) é o primeiro estudo de âmbito internacional sobre normas e comportamentos de gênero entre adolescentes mais jovens que compõem o grupo de 10 a 14 anos de idade e sua relação com as condições de saúde no decorrer da adolescência. Liderado pelo Dr. Robert Blum e Dra. Caroline Moreau, da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o GEAS é um consórcio global que inclui parceiros de pesquisa em 15 países e quatro continentes. O GEAS contempla duas fases. A primeira fase do estudo já foi concluída nos países participantes e constituiu-se na condução de pesquisas qualitativas com o objetivo de desenvolver e testar instrumentos para avaliar normas de gênero e sua relação com diferentes dimensões da sexualidade entre adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Isso foi alcançado por meio da realização de entrevistas em profundidade e grupos focais com adolescentes e/ou pais. A segunda fase do GEAS, que compões este projeto, será conduzida no Brasil e tem como objetivo compreender, ainda no início da adolescência, os elementos concernentes às normas e comportamentos de gênero que predispõem os adolescentes muito jovens às vulnerabilidades em saúde e, inversamente, os elementos que estão relacionados a comportamentos e escolhas mais saudáveis. Com base na primeira fase do estudo e nessa revisão sistemática, a segunda fase do GEAS permitirá responder às seguintes perguntas: Como é a relação entre as normas de gênero em adolescentes muito jovens e a saúde sexual e reprodutiva ao longo do tempo e entre diversos contextos e culturas? De que forma vizinhanças urbanas empobrecidas influenciam a formação das normas de gênero e fazem a mediação com a saúde sexual e reprodutiva? Quais são as similaridades e diferenças na formação de normas de gênero nas diversas culturas e contextos? Como ocorre a relação entre as normas de gênero em adolescentes muito jovens, o desenvolvimento de uma sexualidade saudável e subsequente saúde sexual? De que forma as normas de gênero em adolescentes muito jovens influenciam a saúde mental, a conexão com a escola e a vivência de violência de gênero ao longo da adolescência?.

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Integrante / Ana Luiza Vilela Borges – Coordenador / Ivan França Junior – Integrante / Jamile Guimaraes – Integrante / Christiane Borges do Nascimento Chofakian – Integrante.

 

2019 – Atual

Vulnerabilidades de jovens às IST/HIV e à violência entre parceiros: avaliação de intervenções psicossociais baseadas nos direitos humanos

 

Descrição: Projeto Temático FAPESP # 2017_25950-2 Os adolescentes são afetados desproporcionalmente pelas epidemias de IST, HIV e sífilis no Brasil. Fundamental para o controle do crescimento da epidemia brasileira de AIDS desde os anos 1990, a educação sexual nas escolas está interpelada por grupos conservadores. Garantir e sustentar a saúde sexual e reprodutiva dos jovens nessa tradição, baseada nos direitos humanos, exige urgente inovação. O desafio desse projeto é testar metodologias que garantam a eficácia e sustentabilidade de programas sobre sexualidade e prevenção junto aos jovens e a avaliação dos processos por meio dos quais isso ocorre. Esse projeto se articula em torno da implementação de um programa de educação sobre sexualidade baseada em uma perspectiva multicultural direitos humanos, apoiada na articulação de intervenções em escolas de ensino médio e em unidades básicas de saúde que são referência no território escolar. O estudo randomizado em dois braços e uma avaliação do processo (que combinará diferentes procedimentos e etnografia) avaliarão a intervenção-proposta. Aproximadamente 3500 alunos do primeiro ano do ensino médio (de 14-16 anos em média), serão seguidos por quase dois anos. Envolveremos, desde o processo de consentimento informado, além dos estudantes de ensino médio das escolas públicas sorteadas (10 escolas para o grupo controle e 10 escolas para o grupo de intervenção), seus professores e pais, além de profissionais de 10 unidades básicas de saúde em seu território. Este estudo de intervenção com métodos mistos pretende mostrar que a metodologia proposta além de aumentar o conhecimento sobre prevenção das IST e da gravidez e dos direitos humanos, aumenta a adesão ao sexo seguro e diminui a violência sexual e de gênero no grupo de alunos participantes. A participação permanente dos profissionais da escola, da comunidade do entorno e dos profissionais da saúde é um componente crucial da proposta de prevenção combinada, facilitando o acesso dos estudantes do ensino médio aos preservativos e outras ferramentas de contracepção (incluindo a contracepção de emergência), profilaxia pós-exposição (PEP) e testes e tratamento para IST. Uma equipe de pesquisa interdisciplinar multi-institucional e altamente experiente vinculada ao NEPAIDS-USP e seus colaboradores internacionais – desenvolverá o estudo na região de Sorocaba/Votorantim, baixada Santista e bairros da regiões Sul e Centro Sul na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo..

 

Integrantes: Cristiane da Silva Cabral – Integrante / Vera Silvia F. Paiva – Coordenador / Ivan França Junior – Integrante / Cristiane Gonçalves da Silva – Integrante / José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres – Integrante / Sofia Gruskin – Integrante / Gustavo Venturi – Integrante / GABRIELA CALAZANS – Integrante / Luis Guilherme Galeão da Silva – Integrante / Deivison Mendes Faustino – Integrante.