A  |  A+ |  A-
Docente da FSP critica a política de abstinência sexual proposta pelo governo

A professora Cristiane Cabral, do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, foi entrevistada pela Carta Capital a respeito da política de abstinência sexual proposta pela ministra Damares Alves como forma de reduzir a gravidez na adolescência.

Para Cabral, adotar a abstinência como política implica em deixar de desenvolver “habilidades afetivas e emocionais sobre como se relacionar com o próprio corpo, com o ciclo menstrual (para meninas) e com o parceiro”. E acrescenta: “Se esse jovem tiver com as ferramentas necessárias para uma boa decisão, pode ser com 14, 15, 16, não importa, ele precisa estar preparado. Tem um erro em achar que a idade por si só vai trazer a maturidade e ajudar esse jovem a decidir. Quem faz isso não é a idade, é a educação sexual, e precisa começar o quanto antes”.

A professora ainda critica a justificativa moral da proposta da ministra e afirma que a iniciação sexual é inevitável. Para ela, a solução não é o silêncio, mas, sim, a abertura ao diálogo: “Quando você coloca a conversa sobre sexo de um modo franco, e não só dentro da família mas também para educadores e no sistema de saúde, existe o aprendizado e a dimensão de um direito”.

Clique aqui para acessar a matéria completa.