
Imagem: Arte do Projeto.
Um consórcio internacional formado por 20 países dará início à segunda fase da pesquisa que estuda o comportamento e as condições de vida da população durante os períodos de distanciamento social para conter a rápida disseminação do novo coronavírus.
A pesquisa é coordenada no Brasil pela Dra. Edlaine Faria de Moura Villela, Professora da Universidade Federal de Jataí/Goiás e ex-aluna da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP/USP). Conta com uma rede de colaboradores, entre eles o Dr. Eliseu Alves Waldman e a Dra. Ana Paula Sayuri Sato, ambos Professores da FSP/USP, e a Dra. Rossana Verónica Mendoza Lopez, também ex-aluna da instituição.
A segunda fase do estudo terá início quinta-feira, dia 23 de abril, e terá duração de apenas três dias. O questionário é simples e rápido, e apresentará novas questões muito importantes. Todos podem participar, independente de terem participado ou não da primeira fase. Para preencher o questionário, bem como ter acesso ao protocolo de pesquisa, basta acessar o link: www.icpcovid.com/pt-br/country/brasil
Conheça alguns resultados preliminares
Na primeira fase da pesquisa, efetuada no início do mês de abril, atingimos mais de 20.000 questionários respondidos online, os quais ofereceram informações muito interessantes sobre o impacto do distanciamento social no cotidiano do brasileiro.
“Tivemos a participação de pessoas de todos os estados, especialmente quatro deles, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, sendo que, 54% dos participantes moram em áreas centrais das cidades, mas contamos também com a participação de residentes em áreas rurais”, afirma a professora Edlaine.
Do total de entrevistados, a idade média foi de 47 anos, sendo a maioria, mulheres (72%). Quanto ao nível educacional, 88% possui graduação universitária, 70% dos participantes trabalham, destes, 30% atuam no setor da saúde.
Os dados mostraram que o isolamento tem sido respeitado pela maioria dos participantes do inquérito, pois mais de 60% passaram a trabalhar em casa, o que pode ter contribuído para achatar o pico da curva da pandemia em algumas áreas do Brasil. No entanto, 42% dos participantes tiveram contato físico com pessoas fora da sua casa, na semana anterior ao inquérito.
Em relação as medidas preventivas individuais, obtivemos alguns dados relevantes, entre eles o fato de 92,6% ter respeitado a regra do distanciamento social, 69,5% das pessoas cobrem a boca e o nariz ao espirrar e lavam as mãos, em seguida. Entre as medidas que chamaram atenção pela baixa adesão, destacamos o uso da máscara facial ao sair de casa (45%) e a mensuração semanal da temperatura corporal (11%).
Destacamos ainda o fato de 77,5% das pessoas passarem a consumir alimentos mais saudáveis, neste período, por outro lado, 18% delas apresentou sintomas gripais entre fim de março e início de abril e 17,3% informaram que alguém que mora no mesmo domicílio apresentou sintomas gripais nos últimos 7 dias.
“Outro dado interessante, foi que a maioria das pessoas não está preocupada com a sua própria saúde, mas demonstram grande preocupação com a saúde de seus familiares e amigos”, destacou a coordenadora da pesquisa. Outro resultado que merece um olhar especial são os casos de violência dentro e fora da residência, apontados no estudo.
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