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FSP recebe a visita do reitor da USP

Fotos: Adilson M Godoy          Click mais Fotos

O reitor da USP, professor Vahan Agopyan, visitou na última quarta-feira a Faculdade de Saúde Pública  (FSP) da USP para ouvir a Comunidade FSP (docentes, funcionários e alunos), responder perguntas e debater os destinos da Universidade. O objetivo da visita à Faculdade foi ouvir as demandas da comunidade, esclarecer dúvidas e estabelecer um diálogo mais próximo e aberto da Reitoria com a Unidade.

Além do  diretor da FSP/USP, Prof. Dr. Oswaldo Yoshimi Tanaka, e da vice-diretora, Profa. Dra. Carmen Simone Grillo Diniz, participaram também da reunião os presidentes das comissões estatutárias da Faculdade: os professores Ivan França Junior (Comissão de Graduação), Dirce Maria Lobo Marchioni (Comissão de Pós-Graduação), Marly Augusto Cardoso (Comissão de Pesquisa) e Marco Akerman (Comissão de Cultura e Extensão). O Auditório Paula Souza estava lotado de docentes, funcionários e alunos.

As perguntas dirigidas para o reitor abordaram temas como: reposição de docentes e funcionários, melhoria das Creches USP como forma de atender à filhos de docentes, funcionários e também como ferramenta de permanência estudantil, mais bolsas e reajuste das mesmas para estudantes de pós-graduação, programas de residência que contemplassem alunos do Bacharelado em Saúde Pública, plano de carreira para funcionários, relacionamento da Universidade com a sociedade, restrição da liberdade de cátedra ameaçado por propostas como “escola sem partido”, entre outros temas.

O Reitor da USP – Prof. Vahan Agolpyan, demonstrou sensibilidade e preocupação para com os temas abordados, dizendo que a USP vai melhorar os programas de permanência estudantil, que está negociando com as Secretarias de Estado e Municipal de Saúde para que a USP possa fazer uma gestão compartilhada do HU, que fará um programa de carreira para funcionários, mas ao mesmo tempo deixou claro que a USP não pode substituir o Estado, gastando seus recursos para o oferecimento de Creches e hospitais, que são funções do Estado e não da Universidade.

Em relação à liberdade de cátedra, recomendou que nenhum docente se preocupe com isso, pois os saberes difundidos pela Universidade são sólidos e a liberdade de cátedra tem uma tradição de mil anos, desde os primórdios da Universidade, portanto estas ideias não vão proliferar. Também recomendou que os docentes não se preocupem com a avaliação da CAPES, pois a USP tem uma situação acadêmica sólida e de credibilidade, sendo uma das melhores Universidades do mundo em pesquisa. Recomendou apenas que se defenda a CAPES junto ao novo governo, pela sua importância para a pesquisa do país.

Deixou claro sua preocupação com a formação dos alunos de graduação, embora reconheça que a USP é reconhecida como uma Universidade de excelência no ensino , ressalta que a excelência tem sempre que ser uma meta dinâmica a ser atingida. Pontuou sua preocupação com o excesso de carga horária das grades curriculares dos alunos de alguns cursos de graduação, pois acha que o aluno USP tem que ser formado para resolver problemas e não para aprender rotinas, como um técnico. A USP tem que formar seres pensantes.

Por fim, afirmou que a USP tem que ir para a sociedade para explicar à mesma que é uma Universidade de pesquisas e o que é uma Universidade de pesquisa. Relatou que para isso, a USP juntou vários projetos exitosos multidisciplinares em que os alunos tinham uma interação com o ensino médio e está ampliando estes projetos em escolas de ensino médio. Outra experiência são parcerias que a USP está realizando com cidades do interior paulista, levando sua expertise para estes locais para identificar potenciais e apontar solução de problemas locais, entre outros projetos de aproximação com a comunidade.

A visita acabou sob aplausos dos presentes e promessas de futuros encontros como estes para fortalecer o diálogo entre a Reitoria e as Unidades.

Texto: ASCOM/FSP/USP.