
Prof. Hasiak – Foto: Site FSP-USP.
“Mortalidade relacionada à doença falciforme no Brasil, 2000-2018” é o título do artigo assinado pelo professor Augusto Hasiak Santo, colaborador sênior do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, a partir de um trabalho realizado com dados anuais de mortalidade por Doença Falciforme (DF) extraídos dos bancos de dados públicos do Sistema de Informação de Mortalidade por meio da pesquisa de óbitos na rubrica D57 “doenças falciformes . O artigo, recém-publicado na revista científica “Hematologia, Transfusão e Terapia Celular (HTCT)” da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), está disponível gratuitamente no site: http://www.htct.com.br/
O trabalho descreve causas de morte e dados de mortalidade relacionada à doença falciforme, reunidos entre 2000 e 2018, a partir dos quais, o autor observou a doença como causa básica em 6.924 (70,5%) de mortes e como causa associada em 2.893 (29,5%) mortes.
As idades média e mediana de morte durante todo o período foram significativamente menores para os homens, 29,4 (± 19,6) e 27,5 (15,5–41,5), respectivamente, do que para as mulheres, 33,3 (± 20,3) e 31,0 (19,5-46,5), respectivamente.
O artigo conclui ainda que as principais causas gerais de morte associadas à DF foram septicemias (32,1%), seguidas por pneumonias (19,4%) e insuficiência respiratória (18,2%). Nos atestados de MSC como causa associada, as causas básicas de morte foram as doenças do aparelho circulatório (8,7%), seguidas, nos homens, pelas doenças do aparelho digestivo e infecciosas e falhas do aparelho respiratório, enquanto nas mulheres, as mortes maternas, incluídas no capítulo sobre a gravidez, o parto e o puerpério, responsáveis por 4,6% das mortes femininas, foram sucedidos por doenças do aparelho digestivo e infecciosas.
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Mais informações com p Prof. Hasiak, pelo e-mail: auhsanto@usp.br
Fonte: Prof. Augusto Hasiak Santo e Revista HTCT da ABHH.