O workshop Global Health and Planetary Health: perspectives for a transition to a more sustainable world irá discutir as interfaces entre os campos acadêmico e prático da Saúde Global e Saúde Planetária, para compreender as causas cumulativas e sinérgicas das crises globais (por exemplo, perda de biodiversidade, emergência climática, pandemia COVID-19 ) e seus efeitos sobre os direitos humanos, a migração e a segurança alimentar. Com base em perspectivas diversas, propomos desenvolver uma reflexão coletiva com o público sobre um caminho viável para promover mudanças para um futuro mais sustentável, igualitário e adaptável.
Para isso, foram convidados especialistas com diferentes formações acadêmicas e experiências empíricas buscando explorar as oportunidades e desafios de uma agenda de pesquisa transdisciplinar visando soluções práticas, com foco em ações integradas para diminuir as condições de vulnerabilidade humana. A mesa é organizada por Gabriela Di Giulio, Helena Ribeiro e Deisy Ventura, todas da FSP-USP, e conta com a participação de Paulo Buss (Fiocruz), Eliseu Waldman (FSP-USP), João Nunes (University of York-UK), Patricia Jaime (FSP-USP), Tereza Campello (FSP-USP).
A proposta da mesa está baseada em três pontos principais. Em primeiro lugar, reconhecendo o papel desempenhado pelo Brasil nas últimas décadas como líder de uma visão crítica no campo da saúde global, entendem a saúde global como um novo terreno que reconfigura disputas ideológicas, geopolíticas e metodológicas preexistentes na arena internacional da saúde, possibilitando enfocar com mais força de análise a interdependência entre saúde, desenvolvimento econômico, governança e direitos humanos, lançando luz sobre as interações entre normas políticas, arcabouços regulatórios, ações coletivas e perspectivas individuais. Em segundo lugar, adotam uma perspectiva crítica e interdisciplinar de sustentabilidade, destacando questões relacionadas à diversidade cultural, solidariedade com o planeta (e sua biodiversidade), valores éticos e equidade, igualdade de direitos, justiça e autonomia. Por fim, reconhecem que as crises que o planeta enfrenta são uma emergência global de saúde, mas também entendemos que essas crises, ao exporem de forma categórica as disputas existentes sobre diferentes concepções de sociedade, modos de vida e modelos de desenvolvimento, e ao desvelarem as conexões fundamentais entre seres humanos e não humanos, podem catalisar transformações nas relações sociais e impulsionar mudanças sociopolíticas e culturais estruturais.
Workshop: Global Health and Planetary Health: perspectives for a transition to a more sustainable world