
Vista interna do Prédio da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Em seu boletim semanal, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) divulgou um vídeo do diretor da unidade, professor Paulo Martins, a respeito da tomada de posição da unidade frente ao ocorrido no último dia 25 de maio, quando um aluno morador do Crusp e estudante da Geografia se suicidou. O ocorrido provocou grande comoção em toda a comunidade uspiana, que organizou um ato simbólico na Praça do Relógio, no dia 27 de maio.
Numa reunião da direção da unidade, a FFLCH discutiu medidas buscando responder efetivamente ao problema da saúde mental de alunos, funcionários e professores. “A principal preocupação deve ser a de acolhimento e compreensão das dificuldades. A USP deve buscar parcerias, acordos, convênios que unifiquem as ações no âmbito de toda a Universidade, incluindo questões como moradias, bolsas, serviços de assistência social, atendimento psicológico, alimentação e outros”, disse.
Lembrou das reformas e medidas que a Universidade já vem tomando quanto às moradias , o acesso à internet e às bolsas. “Tudo isso pode ser importante, mas ainda não é suficiente. Não abro mão de uma parcela de responsabilidade. Então pensamos em algumas ações propositivas, incluindo o diálogo permanente, a valorização das diferenças, a defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos”. Entre as propostas, o diretor ressalta no vídeo:
- a estruturação de um consultório de atendimentos psicológicos com plantões sistemáticos para oferecer os serviços sempre que necessário a estudantes, funcionários e professores;
- a articulação de um grupo transdisciplinar, conformado em uma “rede pela vida” visando a criação de políticas de acolhimento e atendimento com a participação de profissionais da saúde e da educação;
- a proposta de uma primeira reunião para articular essa rede, com convites enviados a representantes e dirigentes de diversos serviços de apoio, incluindo a Superintendência de Assistência Social (SAS-USP), a Congregação, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária (Cecex) e as assistências acadêmica e administrativa da FFLCH, representantes do Escritório de Saúde Mental da USP, representantes do Instituto de Psicologia (IP-USP), da Comissão de Direitos Humanos da USP, representantes do Programa de pós multiunidades Diversitas, representantes da Faculdade de Medicina (FMUSP), da assessoria de assuntos institucionais da USP, além de especialistas em psicanálise e em saúde mental.
Assista o vídeo na íntegra aqui.
Onde procurar ajuda e apoio na USP e fora
O Escritório de Saúde Mental da USP está realizando atendimento online, via Google Meet, e também pode ser contatado pelo e-mail escritoriodesaudemental@usp.br
O Instituto de Psicologia (IP) oferece a toda a comunidade USP o Programa de Apoio Psicológico Online (Papo).
No campus de Ribeirão Preto, o Centro de Orientação Psicológica (Copi) pode ser procurado pelo e-mail copi.pc@usp.br.
O serviço do Núcleo de Acolhimento Universitário está aberto à comunidade da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e pode ser procurado pelo e-mail nau-each@usp.br.
Para casos de urgência e emergência, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelo telefone 188.
O Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (CAISM) está localizado na rua Major Maragliano, 241, Vila Mariana, São Paulo, e atende pelo telefone (11) 3466-2100.
A cidade de São Paulo conta com uma rede de 97 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que trabalham sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento. A rede de CAPS no Estado de São Paulo pode ser consultada aqui.