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Pesquisa da FSP-USP cria medida inovadora para idade gestacional e mostra que cada dia conta no desenvolvimento do bebê

                    Imagem: reprodução

A partir do estudo Dias potenciais de gravidez perdidos (DPGP): uma medida inovadora da idade gestacional (IG) para avaliar intervenções e resultados de saúde materno-infantil, um grupo de pesquisa coordenado por Simone Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, criou uma nova medida para examinar os desfechos da saúde materno-infantil. 

Os pesquisadores fundamentam o entendimento de que cada dia de gestação, inferior a 40 semanas (ou 280 dias) completas, impacta negativamente na saúde dos bebês e daí criaram o indicador, que pode ser utilizado como variável preditora ou como variável dependente para construir coortes nacionais e internacionais e estudos de intervenção, afirmam os pesquisadores.

A partir dos resultados, foi proposto ao Ministério da Saúde uma pequena alteração nos campos 31/32 da Declaração de Nascido Vivo e no Sinasc para incluir a Idade Gestacional (IG) em dias, com base na data da última menstruação (DUM); na ultrassonografia (US) com IG acrescentando a respectiva data de 1º exame; e exame físico (feito ao nascer).

O Brasil possui um dos maiores números de partos antecipados por conta de cesarianas previamente marcadas e induções, resultando no encurtamento da gestação. Essa prática traz consequências negativas tanto para o bebê quanto para a mãe, seja no curto, médio ou longo prazos.

Entre outros resultados, a pesquisa mostrou que o letramento em dados dos profissionais e gestores de saúde é variável e tende a ser baixo e, por isso, o grupo produziu um site, o podcast Conversando sobre , além de um canal no YouTube com os vídeos sobre a pesquisa. O grupo de pesquisadores também organizou o curso Lendo, Entendendo e Apresentando Dados em Saúde Pública (Data literacy) – LEADSP, ministrado em fevereiro de 2021 durante o programa dos Cursos de Verão da FSP-USP.

 

Os extensos resultados e mais detalhes da pesquisa podem ser conferidos na matéria publicada pelo Jornal da USP no dia 22 de junho de 2021. Leia aqui na íntegra.