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Estudo indica que a residência em áreas com mais verde influencia positivamente os níveis de vitamina D

Os pesquisadores do Programa de Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade, Keila Valente de Souza Santana e Israel Henrique Ribeiro Rios, e a professora da FSP-USP, Helena Ribeiro, publicaram artigo na revista Nutrients sobre estudo longitudinal de um ano com mulheres do sul da Inglaterra. A pesquisa relacionou fatores como paratormônio (PTH), radiação ultravioleta, estilo de vida, etnia, condições sociais e verde residencial com os índices de vitamina D no organismo.

A população mundial está em risco de deficiência de vitamina D devido à baixa exposição à luz solar e baixa ingestão da vitamina através da dieta. O estudo, realizado com 309 mulheres, indicou que aquelas que viviam em espaços mais verdes foram mais propensas a ter melhor status da vitamina. Segundo o artigo, mais pesquisas são necessárias para entender os parâmetros ideais para alocação de áreas verdes, o que permitiria projetá-las como uma intervenção de saúde pública.

Para os pesquisadores, o planejamento do verde residencial deve considerar perfis de densidade populacional espacial, suas características residenciais, demográficas e culturais: “Os espaços verdes urbanos trazem características que influenciam o acesso e a apropriação de espaços públicos, permitindo caminhadas, atividade física e conforto térmico. Esses fatores podem contribuir para uma maior exposição solar e influenciar os níveis de vitamina D”, conclui o artigo.

Leia o artigo completo em inglês.