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FSP-USP recebe lançamento do V Plano Diretor da Epidemiologia e reafirma compromisso com a saúde pública no Brasil

Especialistas de diversas instituições se reuniram para o lançamento do plano. Imagem: ASCOM/FSP-USP

A Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP) sediou, no dia 17 de junho, o lançamento do V Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil (2025–2029). O evento, realizado no auditório João Yunes e transmitido ao vivo pelo canal da FSP no YouTube, reuniu docentes, estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde pública para discutir os rumos da epidemiologia no país. Mais de 200 acessos foram realizados durante a transmissão online.

Resultado de um processo coletivo coordenado pela Comissão de Epidemiologia da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o novo plano retoma, após 19 anos, a tradição de sistematizar diretrizes estratégicas para a área, com foco em três eixos centrais: Ensino, Pesquisa e Políticas, Programas e Serviços de Saúde.

A mesa de abertura contou com a participação de Tania Maria Araújo, coordenadora do grupo de trabalho que elaborou o Plano, Enirtes Caetano Prates Melo (ENSP), Claudia Leite de Moraes (IMS/UERJ) e Maria Rita Donalisio (Unicamp). Ao longo do evento, foram apresentados os principais objetivos e propostas do plano, que busca fortalecer a atuação da epidemiologia como ferramenta crítica e transformadora diante dos desafios sanitários, sociais e políticos do Brasil contemporâneo.

A professora Janaína Calu Costa, do Departamento de Epidemiologia da FSP-USP e integrante da comissão organizadora do evento, destacou a transversalidade dos assuntos abordados: “É difícil até separar os eixos temáticos, porque tudo está ligado aos desafios atuais, como desigualdade, evolução tecnológica e da formação dos profissionais”, disse.

A construção do plano diretor demandou esforços de vários especialistas do país: “Foi um longo processo, desde o início do planejamento, em maio de 2022, até o lançamento do plano, em novembro de 2024. Esse tempo ocorreu porque foi necessário um amadurecimento de aspectos que são muito complexos”, contou a professora Tania, que destacou também a dificuldade de elaborar o documento: “O plano tem a função de ser facilmente apreendido, mas, por trás dele, há uma complexidade que não é tão fácil assim”, completou.

O lançamento na FSP-USP foi uma das etapas da divulgação nacional do plano, que já contou com atividades em outras instituições de ensino e pesquisa. A proposta agora é que o documento circule amplamente e inspire ações concretas em todas as esferas da saúde coletiva brasileira. “A ideia de um plano é fazer florescer processos e debates”, declarou Tania.

“É importante que todos os agentes e atores envolvidos se apropriem do conteúdo do plano, que foi elaborado por muitas cabeças e muitas mãos, por pessoas de diferentes origens e instituições. Então ele consegue sumarizar o que tem sido a epidemiologia atualmente”, completou Janaína.