Com a chegada das férias escolares e o aumento nas viagens, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo emitiu um alerta epidemiológico sobre o risco de exposição ao vírus do sarampo. Em 2025, países como Estados Unidos, Canadá, México e Argentina registraram alta transmissão da doença. No Brasil, cinco casos já foram confirmados, incluindo um no estado de São Paulo.
Altamente contagioso, o sarampo é transmitido por via respiratória, mesmo antes do aparecimento dos sintomas. A principal forma de prevenção é a vacinação com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que deve ser atualizada pelo menos 15 dias antes da viagem.
As recomendações variam conforme a idade:
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Crianças de 6 a 11 meses: Dose Zero (em contexto de risco);
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Crianças de 12 meses a menores de 5 anos: esquema com D1 aos 12 meses e D2 aos 15 meses;
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Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral;
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Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose, se não vacinadas anteriormente.
Viajantes com febre e manchas na pele até 21 dias após o retorno devem evitar contato com outras pessoas, procurar atendimento médico e informar o histórico de viagem.
Para conter a disseminação da doença, os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE) e municípios devem:
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Reforçar a vigilância de casos suspeitos de doenças exantemáticas febris;
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Notificar imediatamente (em até 24 horas) todos os casos suspeitos à vigilância municipal;
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Realizar a coleta de amostras clínicas (sangue, urina e swab) para viabilizar o diagnóstico laboratorial;
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Implementar bloqueios vacinais seletivos.
Todo caso suspeito de sarampo e/ou rubéola deve ser notificado à Secretaria Municipal de Saúde e/ou à Central de Vigilância Epidemiológica (CIEVS/CVE/SES-SP) pelo telefone 0800 055 5466 (plantão 24h) ou pelos e-mails: notifica@saude.sp.gov.br e dvresp@saude.sp.gov.br.
Sobre a doença, foi recentemente apresentada na FSP-USP a dissertação intitulada “A reemergência do sarampo no Brasil em 2018: um olhar a partir da sala de vacina situada na fronteira Brasil-Venezuela”, de autoria da aluna Leila Rafael da Silva, sob orientação da professora Ana Paula Sayuri Sato, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. Em breve, o trabalho estará disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.
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