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Por dentro da nuvem: a verdade que a indústria do vape não conta
Acompanhe todos os episódios em: Podcast Saúde É Pública

Uma pesquisa inédita do Instituto do Coração (InCor) da USP, realizada em seis cidades paulistas entre abril e setembro de 2024, com 417 usuários exclusivos de cigarros eletrônicos, trouxe dados preocupantes. Mesmo usuários que se dizem “casuais” apresentaram níveis extremamente altos de nicotina, algo compatível com quem fuma de 20 a 40 cigarros por dia. A alta exposição à nicotina revelou uma maior percepção de dependência dos usuários, sendo que muitos começaram a usar o chamado vape por acreditarem que eram livres de nicotina.

“Há muita desinformação sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, especialmente sobre o teor de nicotina e o potencial de dependência”, afirma a médica e pesquisadora Jaqueline Scholz, entrevistada no episódio 82 do Saúde É Pública , o podcast da FSP-USP. 

Diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor e responsável pelo estudo, Jaqueline analisa a fundo a tendência que vem se espalhando rapidamente e esconde riscos e interesses de um negócio bilionário da indústria tabagista.

Entre promessas de modernidade e sabores adocicados, há um jogo perigoso de saúde e mercado. Os impactos à saúde já aparecem em toda parte, especialmente entre jovens, maiores consumidores do vape. Nessa onda, vem se popularizando na internet a expressão “pulmão de pipoca”. Trata-se da bronquiolite obliterante (BO), doença pulmonar crônica caracterizada pela obstrução das pequenas vias aéreas, que impede as células dos pulmões de se recuperarem.

A entrevista com Jaqueline está imperdível. Acesse na sua plataforma de áudio ou pelo canal da FSP-USP no YouTube.

Saúde É Pública – Episódio 82
Vape: Saúde, Indústria e Poder
Com Jaqueline Scholz