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Biólogo do Instituto Butantan desvenda mitos e verdades sobre escorpiões, em novo episódio do Saúde É Pública
Acompanhe a transmissão em: YouTube

A transmissão estará ativa na data e horário do evento.

Acompanhe todos os episódios em: Podcast Saúde É Pública

Ao contrário do que é amplamente difundido na internet, agosto e setembro não são os meses de maior reprodução de escorpiões. “A maior atividade está relacionada ao metabolismo deles, que aumenta devido às condições climáticas favoráveis, especialmente o calor. Em climas tropicais, adicionado o fator das mudanças climáticas, é grande a proliferação de insetos, que são alimentos desses aracnídeos. Portanto, é natural que encontremos mais escorpiões durante o calor, já que eles saem à superfície para se alimentar”, diz o biólogo Paulo Goldoni, do Laboratório de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan.

Paulo é o convidado do episódio 83 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP. O especialista fala dos comportamentos e principais habitats do animal, explica como capturar ou mesmo o que fazer ou não fazer em casos de picadas.

“Estamos em pleno século 21 e muitas lendas ainda dominam o imaginário das pessoas, estimuladas por informações erradas na internet. Parece que em vez da Era dos Jetsons estamos mais na Idade da Pedra. As pessoas precisam buscar informações fidedignas para evitar acidentes”, alerta o biólogo.

Além disso, há inclusive erros nas notificações de acidentes, segundo o especialista. “Precisamos de políticas públicas e investimentos em pesquisa e vigilância, para combatermos minimamente o problema”, afirma Paulo..

Os acidentes com escorpiões se tornaram um problema de saúde pública. Em 2023, foram registradas 202 mil notificações de acidentes com escorpiões, o que corresponde a 58,9% do total de registros de acidentes com animais peçonhentos. 

Os dados são do mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, que também mostrou um aumento de 149% nos acidentes notificados nos últimos 10 anos.

Diante do retardo no atendimento e aumento da letalidade, o boletim epidemiológico traz recomendações explícitas para que os gestores dos serviços de saúde fortaleçam a rede de atenção às urgências, incluindo, por exemplo, a revisão e a otimização de fluxos de referência e contrarreferência, além da capacitação dos profissionais para a identificação dos sinais de gravidade e na prontidão em intervir.

Ouça a entrevista na íntegra pelo YouTube, Spotify ou na sua plataforma de áudio favorita.

Saúde É Pública – Episódio 83
Picada de realidade: o que você precisa saber sobre escorpiões
Com Paulo Goldoni