
Ao longo de 2025, a Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP) consolidou mais uma vez sua relevância acadêmica e científica, com 132 pesquisas defendidas em seus programas de pós-graduação. A produção abrangeu temas cruciais para a saúde pública no Brasil e no mundo, incorporando abordagens interdisciplinares sobre epidemias, mudanças climáticas, desigualdades sociais, sistemas alimentares, políticas públicas, saúde indígena, racismo, atenção básica, vigilância em saúde e inovação tecnológica.
As defesas envolveram pesquisas de mestrado, doutorado e mestrados profissionais, conduzidas nos programas de Saúde Pública, Saúde Global e Sustentabilidade, Nutrição em Saúde Pública, Epidemiologia, Entomologia em Saúde Pública e Ambiente, Saúde e Sustentabilidade. Essa diversidade temática expressa o compromisso da FSP-USP com a produção de conhecimento orientado para a transformação social e o fortalecimento das políticas de saúde.
Avanços em vigilância, epidemiologia e mudanças globais
Os estudos defendidos ao longo do ano refletem desafios contemporâneos. As pesquisas abordaram desde a reemergência do sarampo e análises da cobertura vacinal, até avaliações de riscos climáticos, como o estresse térmico em grandes cidades, impactos ambientais em sistemas urbanos, uso de dados de satélite para monitoramento da poluição do ar e transformações socioambientais aceleradas nos territórios urbanos.
A vigilância de doenças transmitidas por vetores também foi destaque. Teses analisaram a distribuição de Aedes aegypti, Aedes albopictus e Lutzomyia longipalpis, contribuindo com subsídios para políticas de controle de dengue, leishmaniose e outras arboviroses.
No campo da epidemiologia, houve investigações sobre mortalidade materna, doenças crônicas, pressão arterial, sintomas de transtornos mentais, exposições alimentares e modelos estatísticos avançados aplicados a grandes coortes.
Desigualdades, territórios e saúde: perspectivas sociais, políticas e antropológicas
Os programas também reuniram importantes reflexões sobre racismo em saúde, saúde da população LGBTQIAPN+, experiências de jovens indígenas, mulheres em contexto prisional, trabalhadoras sexuais, e impactos sociais da pandemia. Narrativas etnográficas exploraram vivências em territórios periféricos, agricultura urbana, cuidado coletivo e formas alternativas de habitar a cidade.
Temas estruturais da política de saúde, como financiamento do SUS, regulação em saúde, judicialização, atenção primária e processos de trabalho, foram analisados sob diferentes referenciais teóricos e metodológicos.
Nutrição, sistemas alimentares e saúde planetária
As pesquisas em Nutrição em Saúde Pública abrangeram desde estudos sobre qualidade da dieta e amamentação, até avaliações sobre alimentos ultraprocessados, políticas de alimentação escolar, marcadores genéticos associados a padrões alimentares e o papel dos sistemas alimentares em sindemias globais.
Modelos inovadores, como machine learning aplicado ao ganho de peso gestacional e à predição de risco cardiovascular, ampliaram o escopo de análise do campo.
Tecnologia, inovação e comunicação em saúde
O ano também foi marcado por trabalhos voltados à interface entre saúde e tecnologia, incluindo investigações sobre inteligência artificial e políticas públicas, aplicativos de acesso a medicamentos, comunicação científica em podcasts durante a pandemia e desenvolvimento de instrumentos educativos digitais.
Essas pesquisas evidenciam o papel crescente das tecnologias digitais na organização de serviços e estratégias de promoção da saúde no país.
Compromisso com a formação de pesquisadores e com o impacto social
As defesas de mestrado e doutorado demonstram o compromisso contínuo da Faculdade com a formação de profissionais capazes de atuar na pesquisa, na gestão pública, no ensino e em organizações sociais. Os temas investigados dialogam diretamente com os desafios do Sistema Único de Saúde e com agendas emergentes nacionais e internacionais, como mudança do clima, sustentabilidade, direitos humanos e equidade.
A FSP-USP encerra 2025 com uma produção científica vigorosa, reafirmando seu papel como referência na formação de pesquisadores e na geração de conhecimento voltado ao bem-estar coletivo.
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