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Apenas uma em cada cinco cidades brasileiras têm água tratada de boa qualidade monitorada pela vigilância

Estudo publicado na revista Ambiente & Água analisou mais de 420 mil registros de sistemas de abastecimento de água e concluiu que o monitoramento e vigilância da qualidade da água de abastecimento público estava bem implementado em cerca de 20% dos municípios brasileiros.

A porcentagem sobre a qualidade da água variou conforme as diferenças regionais, características demográficas e socioeconômicas dos municípios.  Por exemplo, o valor dessa porcentagem era 36,2% na macrorregião Sudeste, e cerca de 1% na macrorregião Norte; 28,1% nas cidades com 50 mil ou mais habitantes e 15,6% em municípios com 10 a 50 mil habitantes; 36,4% nas cidades com nível de desenvolvimento humano alto e muito alto, e cerca de 2% nas cidades com baixo e muito baixo IDH.

Na análise foram considerados os registros oficiais do Sistema de Informações sobre a Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano sobre cinco parâmetros básicos de qualidade da água: turbidez, concentração de cloro residual livre, pH, concentração de fluoreto e ausência de Escherichia coli

O exame em separado de cada parâmetro revelou variações importantes. As variáveis E. coli e turbidez apresentaram o melhor desempenho (mais de 75% dos municípios com monitoramento), enquanto pH e fluoreto, o pior (menos de 50% dos municípios).

Em relação à conformidade, entre os municípios com registros abrangendo quatro ou mais meses do ano, 80% ou mais deles apresentaram conformidade com os padrões esperados para turbidez, cloro residual livre e pH. Para E. coli e fluoreto, cerca de 50% dos municípios tinham água tratada dentro dos padrões esperados. 

O artigo na íntegra pode ser acessado no link:
https://www.scielo.br/j/ambiagua/a/rz5jLCNPNK34WtvJKfg3NPf/abstract/?lang=pt