O Instituto Serrapilheira lança duas novas chamadas públicas de apoio a até 14 jovens cientistas, com investimento de R$ 7,3 milhões. Um dos editais é voltado a pesquisadores das áreas de ciências naturais, matemática e ciência da computação, com vínculo permanente a instituições de ensino e pesquisa, e outro é voltado a pós-doutorandos negros e indígenas da área de ecologia, sem vínculo empregatício. As inscrições vão até 2 de dezembro.
9ª chamada pública de apoio a jovens cientistas
A tradicional chamada pública de Ciência vai selecionar até 10 pesquisadores em início de carreira, com vínculo permanente a uma instituição de pesquisa, e que atuem em matemática, ciência da computação e ciências naturais (ciências da vida, física, geociências e química) ou áreas interdisciplinares. A proposta de pesquisa deve buscar responder a uma pergunta fundamental — ou seja, deve questionar o conhecimento científico atual, abrir perspectivas de avanço ou aprofundar o que se sabe em cada área. Leia o edital.
Cada selecionado no edital receberá de R$ 200 mil a R$ 450 mil ao longo de cinco anos. Também há a opção de obter recursos extras por meio do bônus da diversidade, para investir na formação e inclusão de pessoas de grupos sub-representados em suas equipes. O valor do bônus vai depender da ação de inclusão a ser desenvolvida e poderá chegar a 30% do orçamento original aprovado para o desenvolvimento da pesquisa.
Os candidatos devem ter concluído o doutorado e terem sido contratados pela primeira vez como professores ou pesquisadores entre 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2025, com extensão de até dois anos para mulheres com filhos.
Em 2021, o Serrapilheira firmou parceria com o Confap, conselho que representa fundações estaduais de amparo à pesquisa, para o possível financiamento conjunto dos selecionados. Portanto, o valor oferecido pode aumentar após a seleção, a depender dos estados dos escolhidos e a potencial participação das FAPs parceiras no edital.
4ª chamada pública conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia
O edital exclusivo para cientistas negros e indígenas, lançado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), vai selecionar até quatro pós-doutorandos para desenvolver suas pesquisas na Bahia. Os aprovados receberão até R$ 525 mil para investir em seus projetos ao longo de três anos, além de uma bolsa mensal de R$ 5.200. Leia aqui o edital.
Os selecionados devem ter concluído o doutorado entre janeiro de 2015 e 30 de junho de 2026 (com extensão de até dois anos para mulheres com filhos), e não podem ter vínculo empregatício formal com instituições de pesquisa no momento da assinatura do contrato.
Os projetos serão conduzidos em universidades e centros de pesquisa da Bahia, mas parte das atividades, como trabalhos de campo ou pesquisas colaborativas, pode ser feita em outros estados e no exterior.