A pandemia de COVID-19 evidenciou o contexto global contemporâneo de emergência e interdependência entre múltiplas crises que se retroalimentam, se potencializam e constituem cenários de profundas incertezas. O artigo “A systemic risk assessment methodological framework for the global polycrisis”, publicado na Nature Communications (periódico de acesso aberto do grupo Nature), com participação do professor Leandro Giatti, da FSP-USP, analisa as chamadas policrises, ou seja, uma ampla interação transversal de distintas dimensões, como econômica, ambiental, de saúde, de comércio exterior e geopolítica.
O trabalho foca duas crises globais – energética e de sistemas alimentares – como base para avaliar as abordagens tradicionais de gestão de risco, revelando a necessidade de atualização dessas estratégias na busca por melhores resultados diante da complexa dinâmica de crises e riscos interconectados. “A novidade do estudo é que ele apresenta uma nova proposta metodológica de análise, baseada em modelos já estabelecidos, mas com inovações que permitem melhor identificar e responder aos riscos sistêmicos que impulsionam as policrises”, afirma Giatti, do Departamento de Saúde Ambiental FSP-USP, um dos coautores.
“A metodologia pode ser aplicada a uma ampla gama de questões urgentes e emergentes, como alterações climáticas, perda de biodiversidade, governança da Inteligência Artificial, acidificação dos oceanos e muito mais”, afirma o professor.
A produção do artigo resulta de uma iniciativa da ASRA – Accelerator for Systemic Risk Assessment, Washington (DC, EUA) –, instituição inovadora que catalisa o desenvolvimento de ferramentas práticas para que tomadores de decisão lidem de forma eficaz com as policrises. A ASRA constitui-se como uma rede global de pensadores e profissionais da área de risco que estão repensando radicalmente o conceito, com o objetivo de aprimorar políticas e processos decisórios em benefício da natureza e da humanidade.
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