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Estudo internacional compara o modelo de regulação da fluoretação da água em três países

Os resultados de uma minuciosa pesquisa documental do modelo de regulação da fluoretação de sistemas de abastecimento de água no Brasil, nos Estados Unidos e na Inglaterra mostram que os arranjos institucionais, os mecanismos regulatórios e os procedimentos de controle, vigilância e de divulgação de informações variam substancialmente entre os três países. O valor máximo permitido para o fluoreto de ocorrência natural era 4,0 mg F−/L nos EUA e 1,5 mg F−/L nos demais países.

A análise comparativa do modelo de regulação da fluoretação de sistemas de abastecimento de água nesses países foi publicada no Journal of Public Health Dentistry, com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Universidade de Birmingham (UK) e da Universidade da Califórnia. O artigo “Water Fluoridation: Institutional Arrangements and Regulatory Mechanisms in Three Selected Countries” tem como autor principal o professor Paulo Frazão, do Departamento de Política, Gestão e Saúde da FSP-USP.  A estudante do mestrado em Saúde Pública Anamaria Brasilino Snellaert Tavares participou como segunda autora.

Em relação ao controle operacional sob responsabilidade dos serviços de abastecimento de água, o estudo mostra que Inglaterra e EUA preconizam a coleta de amostras na rede de distribuição, enquanto o Brasil exige amostras apenas na saída do tratamento da água.

Quanto à vigilância, Inglaterra e EUA utilizam dados de empresas responsáveis pelo tratamento da água, enquanto o Brasil adota um sistema de vigilância independente que utiliza dados coletados na rede de distribuição pela autoridade sanitária local.

Para disseminação das informações, os EUA e o Brasil apresentam um sistema nacional de informações sob os princípios da vigilância em saúde, mostra o artigo. Apesar das diferenças, observou-se um importante espaço para a troca de informações e o aprimoramento do modelo para garantir o monitoramento eficaz e maximizar o desempenho dos programas de fluoretação, a fim de alcançar os objetivos de saúde pública de reduzir a prevalência de cárie com o mínimo risco de fluorose dentária.

O artigo de acesso aberto está disponível neste link http://doi.org/10.1111/jphd.70048