No artigo “Saúde pública e abolicionismo penal: a Campanha Nacional de Aleitamento Materno expondo o problema”, pesquisadoras do projeto Cosmopolíticas do Cuidado analisam a exclusão de mulheres encarceradas das políticas públicas e campanhas nacionais de apoio ao aleitamento materno, e destacam essa omissão como parte da “lógica racial” que orienta a negligência organizada pelo Estado.
As questões de gênero e raça são destacadas no texto. As autoras Letícia Maria Gil de Freitas e Beatriz Oliveira Santos consideram que “o campo da saúde, enquanto assistência e política pública, (re)produz um sujeito sem direitos, a partir das mesmas lógicas raciais e de gênero que fundamentam e legitimam a existência e operação do cárcere”.
Segundo o artigo, o aleitamento materno, em todas as situações, exige ir além das campanhas. “É preciso reconhecer que não há cuidado possível sob a lógica do cárcere” mencionam as pesquisadoras.
Para saber mais, confira o texto:
Saúde pública e abolicionismo penal: a Campanha Nacional de Aleitamento Materno expondo o problema.
Divulgação: Camila Montagner