
Atual diretor, professor José Leopoldo Ferreira Antunes (à dir) e futuro diretor, professor Marco Akerman (à esq), em festa de confraternização da FSP-USP. Foto: Acervo pessoal.
O ano de 2026 marca um momento importante para a Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP): a transição da atual gestão para um novo ciclo institucional. Após quatro anos à frente da Diretoria, encerra-se em março o mandato do professor José Leopoldo Ferreira Antunes, que esteve à frente da Faculdade ao lado da vice-diretora, professora Patricia Constante Jaime, dando lugar à nova gestão que será conduzida pelo professor Marco Akerman, com a professora Tatiana Toporcov como vice-diretora.
Essa transição representa mais do que uma simples mudança administrativa; é um convite à renovação de planos e propostas para a Faculdade. A gestão 2022–2026 consolidou avanços importantes em ensino, pesquisa, extensão e organização institucional, em um contexto desafiador marcado pelo pleno retorno às atividades presenciais no pós-pandemia. Entre os destaques do período estão o fortalecimento da graduação e da pós-graduação, a ampliação da produção científica, ações voltadas à inclusão e aos direitos humanos e a expressiva contratação de docentes e servidores administrativos para atuar em todos os departamentos e setores da Unidade.
A nova Diretoria assume com a proposta de aprofundar esse percurso, olhando para os próximos desafios da FSP-USP e da saúde pública. Concorrendo em chapa única, a gestão de Marco Akerman e Tatiana Toporcov apresenta um Plano de Gestão 2026–2030 construído a partir de um processo de diálogo participativo com estudantes, docentes, trabalhadores e trabalhadoras da Faculdade.
Com o lema “Acolher, integrar e produzir coletivos: uma FSP para todas as pessoas”, o plano reafirma o compromisso com uma gestão democrática, inclusiva e socialmente comprometida. As diretrizes envolvem o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, a valorização do bem-estar e da convivência universitária, a ampliação das políticas de inclusão e permanência, o incentivo à cultura e à vida coletiva, além do aprimoramento da gestão, da comunicação institucional e da infraestrutura.
Processo eleitoral e participação da comunidade
Presidente da Comissão Eleitoral, Adriana Pawlyszyn explica que o processo foi estruturado a partir do diálogo com experiências de outras unidades da USP, com o objetivo de garantir um rito transparente e democrático. “A organização do atual processo eleitoral iniciou-se com um mapeamento de referências em outras unidades da USP, buscando incorporar práticas bem-sucedidas condizentes com as expectativas da comunidade acadêmica”, afirma.
A Comissão promoveu encontros específicos para definir os temas de um questionário de escuta da comunidade, incluindo uma etapa voltada à percepção sobre possíveis nomes para a liderança da Faculdade. “O instrumento assegurou o anonimato dos respondentes para garantir um ambiente seguro à manifestação de opiniões. A finalidade foi clarificar as demandas da comunidade e compatibilizá-las com as propostas de gestão”, destaca Adriana.
A consulta pública alcançou cerca de 1.500 pessoas, com retorno aproximado de 10% e os resultados subsidiaram debates entre os candidatos e representantes docentes, discentes, técnicos administrativos e pós-doutorandos. “Esse processo participativo contribui para que a gestão não seja apenas um exercício administrativo, mas um reflexo dos anseios coletivos”, avalia.
Adriana ressalta ainda que a autonomia da Comissão Eleitoral foi preservada ao longo de todo o processo. “Mesmo com a inscrição de uma chapa única, o processo manteve seu vigor. A participação ativa da chapa em todas as etapas demonstra um amadurecimento institucional que vai além da disputa eleitoral”, afirma.
Sobre a transição, a expectativa é de continuidade com inovação. “Espero uma transição fluida, em que os temas amadurecidos durante os debates se convertam em ações concretas, sustentadas por diálogo e comunicação clara, capazes de dar transparência às decisões e reduzir resistências e retrabalho”, conclui.
O processo de transição na FSP-USP ocorre em sintonia com um movimento mais amplo da Universidade de São Paulo, que também inicia uma nova gestão em 2026. Em 25 de janeiro, tomam posse o novo reitor da USP, professor Aluísio Segurado, e a vice-reitora, professora Liedi Bernucci, reforçando um cenário de renovação institucional em diferentes instâncias da Universidade.
Datas importantes da transição na FSP-USP
- 26 de fevereiro de 2026 – Votação para a escolha da nova Diretoria da FSP-USP
- 26 de março de 2026 – Início da nova gestão da Diretoria da FSP-USP
- Cerimônia de posse da nova diretoria da FSP-USP – Data a ser definida (após validação do processo eleitoral e publicação no Diário Oficial do Estado)