
Profa. Elizabeth Torres, em conferência na sede da FAO, em Roma.
“Expanding Data on the Phenolic Composition and Antioxidant Capacity of Brazilian Coffee Beverages Filtered with Different Ingredients” foi um dos pôsteres selecionados para a 14ª Conferência Internacional de Dados Alimentares (International Food Data Conference -IFDC- 2025), realizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), em Roma, de 1 a 3 de setembro.
Camila Marques Crivelli Crescencio, orientanda da professora Elizabeth Torres, do Departamento de Nutrição, da FSP-USP, é a autora principal do trabalho, que busca gerar novos dados sobre a composição fenólica e a capacidade antioxidante de diferentes preparações de café filtrado brasileiro. A segunda autora é Juliana Damasceno Guaranha, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará. Também assinam o poster Geni Rodrigues Sampaio, Rosana Aparecida Manólio Soares-Freitas, também da FSP-USP, além da orientadora.
A professora Elizabeth apresentou o trabalho durante o evento, que reuniu na sede da FAO membros da Rede Internacional de Sistemas de Dados Alimentares (INFOODS), uma entidade mundial de especialistas em composição de alimentos com o objetivo de aprimorar a qualidade, a disponibilidade, a confiabilidade e o uso de dados de composição de alimentos. No total, foram mais de 180 especialistas globais para compartilhar avanços em dados de composição de alimentos.
“Este é um passo importante para compreender melhor a composição de bebidas amplamente consumidas e contribuir para a qualidade dos bancos de dados de alimentos”, afirma a professora Elizabeth, que demonstra orgulho em representar o Brasil. “Estou orgulhosa, honrada e emocionada. Sempre sonhei em conhecer a FAO”, disse.
O estudo brasileiro mostra como diferentes formas de preparo do café (com açúcar, leite e versões descafeinadas) influenciam sua composição fenólica e capacidade antioxidante. O objetivo foi estabelecer novos dados que auxiliem na melhoria de bases nutricionais e pesquisas em tecnologia de alimentos, avaliando oito formulações (com e sem cafeína, leite e açúcar). Foram utilizados os métodos ABTS e ORAC para mensurar a atividade antioxidante, além da determinação de compostos fenólicos totais pelo método de Folin-Ciocalteu.
Os resultados mostraram que o café filtrado puro com cafeína (CCP) apresentou maior conteúdo de compostos fenólicos e maior atividade antioxidante, possuindo maior potencial funcional. A adição de açúcar elevou a atividade antioxidante em alguns casos, enquanto o leite reduziu significativamente esses parâmetros. Já as versões descafeinadas apresentaram valores mais baixos em comparação às com cafeína, sendo o café com leite e açúcar descafeinado (CDMS) o de menor potencial. Esses achados reforçam que a forma mais benéfica de consumo, do ponto de vista antioxidante, é o café puro, sem adição de leite.
Confira aqui o poster completo.
