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Vegetarianismo: Uma alimentação Saudável e Sustentável

Sabemos que uma das formas de ajudar o nosso planeta
é por meio da redução do consumo de carne, já que o impacto causado em sua
produção é muito grande. Além disso, uma forma de
contribuir nesse sentido é a adesão a uma dieta vegetariana. 

Mas, você sabe qual a relação entre o vegetarianismo e a sustentabilidade?

O primeiro ponto é compreender o que é este padrão alimentar, o que, de acordo com a União Vegetariana Internacional (IVU), é uma prática alimentar composta de alimentos vegetais, podendo incluir cogumelos, algas e sal, e excluindo qualquer tipo de carne animal, com ou sem o uso de produtos lácteos, ovos e/ou mel.

Nela, existem diferentes nomenclaturas, devido a algumas mudanças na utilização dos alimentos, como:

(a) Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

(b) Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação.

(c) Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação.

(d) Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.

(e) Veganismo: não utiliza nenhum tipo de produto/insumo de origem animal e que nenhum deles tenha sido testado em animais. Chega a ser uma filosofia de vida, onde o indivíduo não utiliza nenhum produto de exploração animal.

 

Você já conhecia todas essas nomenclaturas?

É interessante perceber que o número de adeptos ao vegetarianismo e veganismo tem aumentado. Em 2018, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estimou que cerca de 30 milhões de brasileiros seriam vegetarianos e 7 milhões seriam veganos, o que representaria uma média de 33% da população. Isso sem contar, os semivegetarianos e/ou flexitarianos, que são indivíduos que tem uma alimentação quase vegetariana, mas que utilizam carnes em até 3 refeições por semana. Ou seja, mesmo não seguindo totalmente este estilo de vida, esses indivíduos apresentam um baixo consumo carne e estão em um grupo entre o onívoro e o vegetariano.

Muitas são as razões para se tornar um vegetariano, e, dentre elas, está a preocupação com o meio ambiente, tendo  em vista que a criação de animais para consumo causa danos para a saúde do nosso planeta.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), apecuária é a maior responsável pela desmatamento, erosão de solos e contaminação de aquíferos do mundo. Estima-se que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem no setor pecuário. E também que a maior parte do desmatamento da Amazônia tem sua origem na produção de carnes, laticínios e ovos.

 

Além disso, você sabia que 97% do farelo de soja e 60% do milho produzidos globalmente não são utilizados para consumo humano, mas para virar ração para a produção de animais em um mundo em que as pessoas passam fome e em que há tanto desperdício?

O que ninguém comenta é que a atividade pecuária utiliza cerca de 80% das terras cultiváveis do nosso planeta para produzir apenas 18% das calorias ingeridas globalmente. Ou seja, produzimos para que os animais consumam muito mais calorias e nutrientes do que as que ele fornecem sob a forma de carnes e derivados à população.

Não seria melhor produzir para alimentar diretamente a população e poupar todos esses recursos naturais?

Ou seja, mudar o padrão de consumo e optar por uma alimentação vegetariana pode mitigar esse impacto ambiental, uma vez que a área de terra e a quantidade de recursos naturais necessários para sustentar essas dietas é mil vezes menor do que a necessária para sustentar o padrão alimentar onívoro.

Que tal fazer a diferença para o nosso meio ambiente e começar com apenas uma refeição sem carne? 

Este post foi feito por mim,

Ingrid Watson, membra do Sustentarea e Pós-Graduanda em Nutrição Clínica.

“Meu propósito é promover saúde e qualidade de vida por meio de uma alimentação real, inclusiva, intuitiva e sustentável”

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